Pular para o conteúdo principal

Vem me visitar

Um incomodo chato apertou seu estomago quando Ele realmente apareceu no bar. Todos, inclusive Ela, acreditavam que o tempo tinha curado amores mal resolvidos, intrigas da oposição e opiniões distorcidas de uma época que dizem ser passado, mas por pura falta de oportunidade presente.

Ele a viu de longe, não esboçou alegria e continuou o caminho até a mesa com mil obstáculos. Não demorou muito, mas o suficiente para despertar Nela pensamentos de defesa e estratégias de demonstrações equivocadas de sentimento. “Não vou me levantar”.

Sentou-se a sua frente, fez poucas perguntas, mas permaneceu com olhares de canto de olho e secadas a cada levantada para o toillet. Reparou em cada detalhe, cabelos, unhas, vestido e avisou o cadarço desamarrado. Ela fitava cada movimento, percebia cada intenção, mas continuava inerte. “Deve ser apenas impressão”.

Algumas vezes as piadas eram direcionadas e o sorriso tão largo que a fazia desconcertar. Ela não cansava de procurá-lo cada vez q saia do seu campo de visão. Martírio. Tentaram disfarçar as intenções que renasciam a cada minuto que seus corpos pernameciam perto demais. Todos acreditaram.

Olhos nos olhos. “Foi bom te ver, você está mais bonita”. Silencio rápido. “Vem me visitar”. Abraço semi apertado. “Eu vou tentar”. Muitas coisas mudam todos os dias, mas Aquele olhar já conhecido como perigo eminente continuava causando o mesmo calafrio. Ela pensou nisso nos próximos dias, mas não fez nada a respeito.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vitrine nossa do dia a dia

Quando me percebi estava dentro de uma caixa de concreto, iluminada por luz neon e ar refrigerado, cada cubo se conectando com escadas rolantes. Ao meu lado outros objetos felizes, alguns mais, alguns menos. No corredor andavam pessoas a nos classificar com valores abstratos de simetria, estética e beleza. Foi quando um deles me perguntou: você é importada?

tem amor na sujeira do chão

amor barato amor do lixo de Classificados, rádio night love FM; "procura-se amor de(s) graça pra bagunçar meu lençol na madrugada e sair de fininho pela porta dos fundos na manhã seguinte pago bem" Arthur Azoubel

Sozinha

Não adianta bater Aqui não tem ninguém pra apagar a luz depois que você dormiu, ninguém pra se certificar que a porta esta trancada, ajustar o despertador, trazer um copo d'água e dormir de conchinha, mas também não tem ninguém pra ligar o ar-condicionado no máximo e transformar seu quarto num frigorifico, ninguém pra te acordar com insonia e roubar seu edredom, ninguém. Não adianta Ninguém vai reclamar do transito ou gritar que o sinal já abriu. Ninguém vai mais dizer que você dirige mal. Mas também ninguém vai te explicar o caminho, te ensinar a estacionar na vaga difícil ou até mesmo dirigir quando você estiver cansada. Ninguém vai subir com a sacola pesada por você. Ninguém. Não Ninguém vai comentar a novela Ninguém vai mudar de canal Ninguém vai lavar a louça Ninguém vai sujar a louça Ninguém vai dar bom dia Ninguém vai irritantemente dormir até meio dia Ninguém vai pedir a comida Ninguém vai cozinhar maluquices Ninguém vai te lembrar do remédio Alias, você nã...