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Vem me visitar

Um incomodo chato apertou seu estomago quando Ele realmente apareceu no bar. Todos, inclusive Ela, acreditavam que o tempo tinha curado amores mal resolvidos, intrigas da oposição e opiniões distorcidas de uma época que dizem ser passado, mas por pura falta de oportunidade presente.

Ele a viu de longe, não esboçou alegria e continuou o caminho até a mesa com mil obstáculos. Não demorou muito, mas o suficiente para despertar Nela pensamentos de defesa e estratégias de demonstrações equivocadas de sentimento. “Não vou me levantar”.

Sentou-se a sua frente, fez poucas perguntas, mas permaneceu com olhares de canto de olho e secadas a cada levantada para o toillet. Reparou em cada detalhe, cabelos, unhas, vestido e avisou o cadarço desamarrado. Ela fitava cada movimento, percebia cada intenção, mas continuava inerte. “Deve ser apenas impressão”.

Algumas vezes as piadas eram direcionadas e o sorriso tão largo que a fazia desconcertar. Ela não cansava de procurá-lo cada vez q saia do seu campo de visão. Martírio. Tentaram disfarçar as intenções que renasciam a cada minuto que seus corpos pernameciam perto demais. Todos acreditaram.

Olhos nos olhos. “Foi bom te ver, você está mais bonita”. Silencio rápido. “Vem me visitar”. Abraço semi apertado. “Eu vou tentar”. Muitas coisas mudam todos os dias, mas Aquele olhar já conhecido como perigo eminente continuava causando o mesmo calafrio. Ela pensou nisso nos próximos dias, mas não fez nada a respeito.

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