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Mentirinha do bem

Às vezes eu acho que é carência emocional; às vezes eu acho que é puro egoísmo meu, ou seu; tem horas que é como se você não existisse, mas tem outras que me pego no meio do dia pensando em te contar coisas do cotidiano, coisas idiotas que a gente só conta pra quem é íntimo demais, intimidade que não temos, nunca tivemos. Imagino sua reação diante de algum acontecimento, fico pensando se você aprovaria ou me defenderia, pois não conheço ninguém mais linha dura, chato e doce ao mesmo tempo, que você. Eu viveria sob suas regras. Mas é que esse jeitinho de pegar no meu pé que me encanta. Engraçado isso, afinal não acredito em uma só palavra do me diz, mas por favor, não pare de falar!
Aliás aprendi uma coisa nesse ano de convivência: se vai mentir, morra mentindo; bata o pé e jure se for preciso, mesmo se todo mundo descobrir, continue mentindo. Ninguém imaginaria que alguêm mentiria tanto. Eu não quero descobrir a verdade, deixa como está, parece que é a mentira necessária, aquela mentirinha boa que esquenta os dias frios e te alavanca de coragem para o que tem de novo. Penso em você e fico mais forte. Que bom.
Às vezes eu penso que mentira boa é melhor que verdade ruim. Quem falou que temos que viver com verdades? Eu quero é ser feliz! A verdade é muito subjetiva, é muito pessoal. tem gente que passa a vida acreditando em mentiras, outras duvidando de verdades. Não dá pra saber...
Se você não me faz bem... também não faz mal.
Pronto, descobri: você é o lado bom da maldade, o fundinho de verdade das brincadeiras ou quem sabe, até o príncipe no carnaval, fantasiado de sapo.

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